Os dilemas e incertezas do personagem Mario Conde na obra “Pessoas decentes” de Leonardo Padura: uma análise a partir do regime de historicidade presentista
DOI :
https://doi.org/10.18817/ot.v23i41.1322Mots-clés :
Mario Conde, dilemas, presentismoRésumé
Este artigo tem como objetivo apresentar alguns dilemas do personagem Mario Conde na obra Pessoas decentes (2023), como representações das incertezas do atual regime de historicidade presentista. Escrito pelo autor cubano Leonardo Padura, o livro é um romance policial que acompanha a trajetória do ex-detetive Mario Conde que volta às atividades de investigação para resolver dois casos de assassinato. A história se passa em março de 2016, no contexto do show da banda Rolling Stones em Havana e da visita do presidente Obama. Nesse cenário, Conde faz reflexões sobre o medo da solidão e dos amigos não retornarem para Cuba, sobre a permanência do passado e as incertezas em relação ao futuro do país. Esses dilemas, assim como os comportamentos de seus amigos e da sociedade cubana, podem ser interpretados a partir das noções de memória, trauma, presentismo e acontecimento, marcando uma nova relação com o tempo na contemporaneidade.
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