O CURSO DA EPIDEMIA: a Fundação Rockefeller e os surtos de febre amarela na Bahia em 1926

Autores

DOI:

https://doi.org/10.18817/ot.v17i30.787

Palavras-chave:

febre amarela, teoria dos focos-chave, saúde internacional.

Resumo

Este texto tem como objetivo analisar ações de controle da febre amarela na Bahia, especialmente durante o surto de 1926, que contribuiu para questionar a eficácia da teoria dos “focos-chave”, defendida pela Fundação Rockefeller. Membros da agência filantrópica internacional e médicos baianos atuaram para tentar encontrar o centro difusor da epidemia. Utilizam-se como fontes relatórios, correspondências e fotografias coletados no Rockefeller Archive Center, um relatório do Serviço de Profilaxia Rural da Febre Amarela, artigos escritos por médicos em periódicos especializados e notícias publicadas em jornais da época. Inquéritos epidemiológicos e clínicos foram instaurados, enquanto a doença se proliferava ao longo da linha do trem, que atravessava o estado.

Palavras-chave: Febre Amarela. Teoria Dos Focos-Chave. Saúde Internacional.

 

Biografia do Autor

RICARDO DOS SANTOS BATISTA, Universidade do Estado da Bahia/ Programa de Pós-Graduação em História, Alagoinhas.

Doutor e mestre em História Social pela Universidade Federal da Bahia. Estágio de Pós-doutorado no Programa de Pós-graduação em História das Ciências e da Saúde PPGHCS/COC/Fiocruz. Autor de livros como "Sá­filis e reforma da saúde na Bahia" e "Mulheres Livres: uma história sobre protituição, sá­filis, relações de gênero e sexualidade", e artigos em revistas. Atualmente se dedica ao estudo da cooperação entre Estadis Unidos e Brasil na primeira metade do século XX, por meio da Fundação Rockefeller.

CHRISTIANE MARIA CRUZ DE SOUZA, Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia da Bahia

Christiane Maria Cruz de Souza — Doutora em História das Ciências pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz). Professora do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia da Bahia (IFBA), onde atua como pesquisadora do Núcleo de Tecnologia em Saúde (NTS). Professora colaboradora do Programa de Pós-Graduação em Ensino, Filosofia e História das Ciências da Universidade Estadual de Feira de Santana e Universidade Federal da Bahia (Uefs/Ufba).

Publicado

2020-10-13