“A CONQUISTA DA FEMINILIDADE”: Uma análise interseccional da montagem corporal transformista

Autores

  • MARINA LEITÃO MESQUITA Universidade Estadual Vale do Acaraú - UVA

DOI:

https://doi.org/10.18817/ot.v17i29.777

Palavras-chave:

Transformistas, Montagem Corporal, Feminilidades

Resumo

Resumo: Este artigo visa compreender a maneira pela qual os marcadores sociais da diferença de gênero, raça e classe atuam na construção de feminilidades entre transformistas que protagonizaram espetáculos artísticos naquela que foi a mais tradicional boate gay da capital cearense. Reflito, ainda, sobre como as masculinidades dessas artistas são transacionadas em suas reconstruções corporais transitórias. A pesquisa antropológica de caráter etnográfico focalizou os três últimos anos de funcionamento do estabelecimento. Além disso, foram acessadas notícias de jornais veiculadas no decorrer dos seus anos em atividade, bem como o acervo pessoal das artistas trans e dos produtores da casa noturna. Nesse sentido, observou-se que os processos de transformação corporal em foco evidenciam de maneira contumaz a construtividade dos gêneros, de forma a desestabilizar as perspectivas binárias que compreendem as feminilidades e as masculinidades de forma estanque e expressamente naturais.

Palavras-chave: Transformistas. Montagem Corporal. Feminilidades.

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Biografia do Autor

MARINA LEITÃO MESQUITA, Universidade Estadual Vale do Acaraú - UVA


Doutora em Antropologia/PPGA-UFPE
Professora adjunta da Universidade Estadual Vale do Acaraú-UVA
Sobral/Ceará/Brasil

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Publicado

2020-02-12

Edição

Seção

Dossiê - Relações de e entre gêneros