UM ESTUDO HISTÓRICO E ANTROPOLÓGICO SOBRE O FILME BOLIVIANO LA NACIÓN CLANDESTINA

Autores

  • Roseline Mezacasa Profa. Ms. da Universidade Estadual de Mato Grosso do Sul - UEMS Mato Grosso do Sul, Brasil

DOI:

https://doi.org/10.18817/ot.v9i14.7

Palavras-chave:

Cinema, Colonialismo, Aymara,

Resumo

No presente texto, buscam-se algumas aproximações entre história, antropologia e cinema a partir da  análise do filme boliviano ”La Nación Clandestina”, produzido pelo cineasta Jorge Sanjinés e lançado em 1989.  O filme retrata elementos históricos e culturais do povo Aymara, tendo como protagonista Sebastián, membro  deste grupo étnico. Por meio desta personagem principal, o cineasta monta uma trama de tensões e conflitos  interétnicos, evidenciando as complexas relações entre indá­genas e não indá­genas, diante do contexto do golpe  militar na Bolá­via na década de 1960. Uma caracterá­stica associada ao cinema produzido por Jorge Sanjinés é o  realismo italiano, que almejava produções fá­lmicas junto ao povo, mostrando as realidades sociais e polá­ticas nos  mais variados espaços. O filme busca as relações existentes no interior da comunidade Aymara, sua cosmologia,  estrutura de organização social, práticas e rituais feitos pelos indá­genas, para, então, fazer o paralelo com a  sociedade não á­ndia da Bolá­via, que transforma em clandestinidade práticas produzidas há séculos pelos grupos  étnicos. Daá­ o nome ”La Nación Clandestina”, pois apresenta uma Bolá­via indá­gena que se torna clandestina  dentro de seus próprios territórios imemoráveis. Abordar-se-á essa produção fá­lmica pelo viés da antropologia do  colonialismo, tendo em vista a permanência do colonialismo interno na Bolá­via após os processos de  independência. O filme é permeado de complexidades e possibilita reflexões importantes para pensar as relações  entre os universos indá­genas e os não indá­genas, dentro de um Estado-Nação que produz no seu interior ”nações  clandestinas”.

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Publicado

2012-11-28