VISIBILIDADE E INVISIBILIDADE DOS CINEMAS NA ÁFRICA COLONIAL: revivendo as primeiras cenas

Autores

  • ODILE GOERG Universidade Paris-Diderot

DOI:

https://doi.org/10.18817/ot.v13i22.548

Palavras-chave:

Cinema. Colonialismo. áfrica.

Resumo

Resumo: O  cinema  tem  o  seu  apogeu  nos  anos  1950-1970,  mas  o  que  nós  sabemos  sobre  as modalidades de sua difusão a partir do início do século XX? Este artigo discute o sucesso precoce do cinema,  vindo  na  bagagem  de  conquista  colonial,  por  meio dos  vestígios  deixados  pelos  relatos  de viajantes,  pela  imprensa  ou  pelas  memórias  de  espectadores.  Empresários,  africanos  ou  europeus, desempenharam  um  importante  papel  de  intermediários  da  modernidade  para  garantir  o  fluxo  de imagens  em  movimento.  Eles  são  fotógrafos,  engenheiros,  comerciantes.  Inicialmente,  eventos efêmeros  que  ocorrem  no  interior  de  concessões  ou  hotéis,  as  sessões  do  cinema  se  fixam  pouco  a pouco.  Enquanto  o  cinema  ambulante  anima,  esporadicamente,  as  praças  da  aldeia,  os  cinemas  são construídos  nas  grandes  cidades.  São  eles  que  atraem  a  atenção  dos  administradores.  O  modelo dominante do entre guerras permanece, todavia, aquele dos espaços fechados, a céu aberto, protegidos por um toldo ao fundo. A diferenciação dos lugares corresponde aquela dos públicos: aos mais pobres, majoritariamente  africanos,  são  destinados  os  lugares  da  frente.  O  ambiente  das  sessões  e  a experiência  dos  espectadores  variam  fortemente  segundo  o  espaço  frequentado.  As  sessões  a  céu aberto,  onde  são  projetados,  sobretudo, filmes  de  westerns  e  os  filmes  de  ação,  contrastam  com aquelas do centro da cidade em que a atmosfera é mais “civilizada”.

Palavras-chave: Cinema. Colonialismo. África.

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Biografia do Autor

ODILE GOERG, Universidade Paris-Diderot

Professora de história da áfrica contemporânea.

Universidade Paris-Diderot

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Publicado

2016-12-28