SOBRE AS "TERRAS DO SEM FIM" E AS "TERRAS DE NINGUÉM": as percepções imaginárias do coronelismo a partir da literatura e da memória

Autores

  • Francisco Chagas O. Atanásio Mestre em História Cascavel, PR -Brasil

DOI:

https://doi.org/10.18817/ot.v9i13.36

Palavras-chave:

Coronelismo, Literatura, Memória

Resumo

Este trabalho  procura discutir o fenômeno  do  coronelismo presente  nas  primeirasdécadas do Brasil republicano. A partir das falas residentes no discurso literário de JorgeAmado, na obra Terras dos sem fim, somado ao relato memorialá­stico de uma moradora rural dosertão nordestino, na cidade de Timon-Maranhão, fronteira com a capital do Piauá­ ”“ Teresina”“, encontram-se os pontos de partida para analisar um dos meios estratégicos e o mecanismode dominação central, elaborado dentro do regime oligárquico da República Velha. Além de taisquestões,  procura-se  perceber  no  contorno  dessas  falas  a  maneira  como  a  imagem”imponente” do coronel era apropriada e constituá­da em torno do imaginário social, como suafeição era representada dentro de um determinado plano de sociabilidade, e como as práticassociais delatavam uma determinada violência simbólica.

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Publicado

2012-04-04